"Nem vem tirar meu riso frouxo, com algum conselho. Que hoje eu passei batom vermelho. Eu tenho tido a alegria como dom, em cada canto eu vejo o lado bom."
Maísa, 14 anos, Brasil.
Sozinho posso te ver melhor, quando se vai o sol procuro o fio do seu cabelo no lençol. Baixei aquele filme que, cê disse que era bom e vi que nada é tão bom quando cê não ta aqui. Um dia sem você é triste, uma semana é maldade, um mês não existe, dou meus pulos, atravesso a cidade. Junto dinheiro pra financiar a viagem, uma bolacha, um salgadinho, 2 refri e a passagem. Já era, já fui, me espera amor, vou atrasar mais 10 minutos, parar pra te comprar uma flor. E to pronto, na melhor roupa que eu tenho, uma rosa na mão esquerda, na outra mão um cartão com desenho. Correndo pra rodoviária, o buso sai às 9:00, desculpa o cartão molhado, é que Novembro sempre chove à tarde. E hoje a chuva tá bolada, já me sentei, fiz minha oração, se Deus quiser nem pega nada, vai. To indo sentado, vendo as montanha, lembrando que quanto mais você me perde, mais vezes você me ganha. E aquela briga ontem foi foda, eu não queria te dizer, que eu não queria ter você, mas eu queria que você soubesse que eu me importo e que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo. E foi pensando nisso que me joguei pra cá, pra ver se quando eu te encontrar eu faço essa chuva parar. Será que isso é possível? Eu sonhador demais, na entranha dor demais, essa estranha dor é mais do que saudade, é como uma necessidade, de poder ter a certeza que não era verdade o que você disse por telefone, que tava na hora de eu te provar que podia ser o seu homem. Que um menino que nem pode sustentar um lar, nunca seria bom o suficiente pra tu casar. Foi pensando nisso que eu entrei nesse busão, mas talvez eu seja só um menino com uma rosa na mão. E eu te ligo no celular, te avisando que eu tô indo, e te pedindo pra ir lá par me esperar, mas você que nunca disse que me ama, mais uma vez desliga sem dizer, se arruma e vai pra cama. Tudo bem, dorme bem amor, te amo, quando acordar passa perfume que o seu homem tá chegando, vai. A cada segundo a chuva aumenta, nessa poltrona, a cada minuto que eu durmo, eu acordo quarenta. Janela embaçada, tampando minha visão, eu fecho os olhos e praticamente sinto sua respiração. É como o silêncio do meu quarto sem você, culpa dessa distância que me impede de te ver. Me impede de provar que te mereço, e te mostrar que o dinheiro tá pouco, mas que a alegria não tem preço. E eu pensando em você nesse momento, aproveito o tempo, pra treinar o pedido de casamento. Depois da briga, acordei cedo, peguei toda economia e comprei a aliança em segredo. Juntei moeda por moeda, pra poder tá aqui, pra mostrar que um menino pode te fazer sorrir. Te sentir mais uma vez, sentir por uma vez, que achar que eu sou teu sonho não é uma insensatez. Mas pera aí, eu ouço um barulho, o que que tá pegando, a aliança caiu do meu bolso, tudo balançando. Quem tá gritando? Por quê ta girando? Alguém sabe? Tento chamar seu nome, mas minha boca nem abre. Barulho de chuva, pneu, escuridão, lembrar seu rosto se tornou a última opção. Agarro forte a rosa na lama, menino ou homem você me deixou partir sem dizer que me ama. Eu não pensei que fosse pra tão longe essa viagem, toca o celular é você me mandando mensagem, eu preso nas ferragem sem me mexer, sei que você me escreveu mas fecho os olhos sem saber o quê.
Projota.   (via rup-til)
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Mario Quintana (via reinverbos)
Todo mundo querendo demais e ninguém querendo de menos, isso não adianta, pois a vida é um jogo, e no jogo da vida tá faltando malícia, tá faltando coragem, e tá sobrando medo.
Pedro Bial.   (via reinverbos)
Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.
Caio Fernando Abreu   (via reinverbos)
A gente briga, a gente se ama, a gente vai e a gente volta. A gente é da gente e da gente ninguém tira.
PS. Eu te amo (via mar-de-felicidade)
"respeito é bom e eu gosto" "pizza tbm é bom e eu gosto mas nem por isso tenho toda hora então fica de boa ai"
Eu disse baixinho: Eu amo você. E ela me pediu pra repetir, e antes de dizer novamente eu sorri, porque me dei conta que seria infinitamente capaz de passar o resto da minha vida, sussurrando isso no ouvido dela.
Because I love her   (via relatada)
Meu último relacionamento durou bem pouco tempo. Conheci ela no corredor do ônibus, quando o semáforo ficou vermelho. A minha janela deu certinho para a dela. Ela vestia uma camiseta preta do Axl Rose e um chapéu de jazzista, nada de maquiagem. Eu tinha a cara enfiada num romance policial. Eu olhei, ela me viu. Eu desviei, antes da garota se dissuadir também. Voltamos a nos analisar. E sorrimos, inevitavelmente. Ela fez um biquinho doce e teatral com os lábios, sinalizando a vontade de um beijo inocente. Num raro lampejo de maturidade, botei a língua pra fora, girando a pontinha rugosa e pigmentada num movimento pseudo-sexy. Ela riu, baixou levemente o cenho, me achando pateta. Eu me estufei de orgulho por alargar aquele riso. O semáforo abriu e a gente parou de se ver. Ainda entornei o dorso para uma última olhada por cima do ombro. Não ia dar certo mesmo. Estávamos em lugares diferentes da relação, vivendo em direções opostas, a coisa andava rápida demais entre nós, e acho que as amigas dela não gostavam de mim. Mas foi bom e inesquecível, enquanto duraram os trinta segundos.
Gabito Nunes.   (via cravada)